Aqui apresento um pequeno glossário dos principais termos usados neste blog:
Amor Masculino — Do inglês male love, amor compartilhado entre dois homens. Preferível a "amor gay", assim como "casal masculino" é preferível a "casal gay", etc. Casais masculinos podem ser formados por homens que não se identificam como 'gays'.
AMS (Amante[s] do Mesmo Sexo ou Atração pelo Mesmo Sexo) — pessoas (seja homem ou mulher) que amam/sentem atração por outras do mesmo sexo. Também pode ser AMG (Amante[s] do Mesmo Gênero ou Atração pelo Mesmo Gênero [do inglês same-gender-loving, ou SGL]), mas aqui usar-se-á preferencialmente AMS para se enfatizar o sexo biológico, não seu gênero (que pode variar segundo a identidade pessoal).
Androfilia — Atração erótica (romântica e/ou sexual) por homens ou masculinidade. Originalmente (início do século XX) foi proposto pelo sexólogo alemão Magnus Hirschfeld para se referir a homens atraídos por homens adultos (diferenciando-os dos homens que se atraem por homens de outras faixas etárias, como os pedófilos [por crianças], efebófilos [por adolescentes] e gerontófilos [por idosos]). Depois passou a significar que pessoas andrófilas podem ser de qualquer sexo ou gênero atraídas por homens ou masculinidade, sendo uma alternativa mais realista às "orientações sexuais" (ver), mas nas últimas décadas (início dos anos 2000) começou-se um retorno ao significado original. A atração erótica (romântica e/ou sexual) por mulheres ou feminilidade se chama ginefilia, e a combinação dos dois se chama ambifilia ("bissexualidade").
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Bandeira Andrófila (criador e significado das cores desconhecidos) |
Aquileano — Homem que sente atração por homens, derivado do nome do herói grego Aquiles, que amou Pátroclo. É a versão masculina de sáfica, que é derivado do nome da poetisa grega Safo de Lesbos. A palavra é usada com esse sentido desde pelo menos o século III AEC pelo poeta grego Teócrito, e o escritor inglês do século XIX John Addington Symonds destacava que a relação aquileana é um "ideal de amor másculo, desprovido de efeminação", elencando o Batalhão Sagrado de Tebas e Alexandre e Heféstion como alguns de seus principais exemplos.
H/H (Homem/Homem) — relacionamento, casal ou par romântico/erótico/sexual formado por dois homens. A versão feminina é M/M.
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Dois símbolos de Ares/Marte, deus greco-romano da masculinidade, entrelaçados; um símbolo de Marte: sexo masculino; dois símbolos de Marte entrelaçados: erotismo entre homens |
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HAH tem o mesmo símbolo de H/H; como informação extra, além de representar o escudo e a lança do guerreiro, o símbolo masculino também representa a genitália masculina (escroto e pênis) |
Homem — É o macho da espécie humana. Define-se alguém como um homem se ele tem o par de cromossomos sexuais XY em seu genoma e nasceu com o sistema reprodutor masculino, que inclui pênis, testículos, ducto espermático, próstata e epidídimo.
Homo/Bi ou HomoBi — usado para enfatizar atração/romance/sexo/relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, sejam elas homoafetivas ou biafetivas. Sinônimo de AMS (ver) e, quando entre homens, de Aquileano, HAH e HSH (ver).
HSH (Homens que fazem Sexo com Homens) — independente da "orientação sexual" ("gay"/"homo-"/"hetero-"/"bi-"/"pan-"/"ace" e etc.). A versão feminina é MSM. Similar a HAH (ver).
Orientação Sexual — Conjunto de rótulos artificiais criado na Alemanha do século XIX e popularizado pelo psiquiatra austro-alemão Richard von Krafft-Ebing (que pela primeira vez usou os termos "homossexual" e "heterossexual" em seu livro Psychopathia Sexualis), posteriormente surgindo "bissexual" e "assexual" e, nos séculos XX e XXI, crescentemente reforçados pelos que não se identificam como "heterossexuais". Foi criada para patologizar a "não-heterossexualidade" e separar a humanidade em rótulos imutáveis e com suas próprias características segregacionistas às quais as pessoas que se identificam com esses rótulos não podem fugir ou serão socialmente ostracizadas, inclusive por seus pares, criando frustração, ansiedade e depressão principalmente entre os "não-heterossexuais".
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