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Virgem na Uranografia de Johannes Hevelius (1690) |
Virgem
(23/08 a 23/09)
Virgo, a Virgem, é a segunda maior constelação no céu (após Hidra) e a maior constelação do Zodíaco. O símbolo da donzela é baseado em Astrea (Astraea), que, na mitologia grega, foi a última dos imortais a abandonar a Terra ao final da Idade de Prata, quando os deuses se isolaram no Monte Olimpo – daí a associação do signo com a Terra, como veremos a seguir.
Mais associada ao feminino que ao masculino, a virgindade teve significados diferentes ao longo da história e em cada sociedade e religião, e em alguns casos, surpreendentemente, pode estar relacionada ao falicismo. Uma parte da minha pesquisa apresentada abaixo fala sobre a virgindade masculina, citando alguns exemplos célebres da mitologia grega, alguns dos quais envolvendo amor masculino.
História & Mitologia
Em Babilônia (séc. 10 AEC), parte da constelação de Virgem era conhecida como "O Sulco", representando a deusa Shala e sua espiga de grão, que por sua vez é vista na principal estrela da constelação, Spica ("Espiga" em latim). Shala é a deusa suméria dos grãos e da compaixão, pois os sumérios acreditavam que a abundância na colheita era um ato de compaixão dos deuses.
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Virgo no Espelho de Urania (1825) (note o "Ramo de Erua" na mão direita e a "Espiga" na mão esquerda) |
A antiga astronomia grega associou a constelação babilônica com a sua deusa do trigo e da agricultura, Deméter, e os romanos com sua deusa Ceres, mas eles também associavam a constelação às suas deusas virgens Justitia ("Justiça" em latim) ou Astrea segurando a balança da justiça em sua mão, a constelação de Libra. Também há outras personagens associadas com a constelação, como Erígone e a deusa Perséfone (filha de Deméter), entre algumas outras, mas são associações de menor impacto. Na Idade Média, os cristãos às vezes associavam a constelação à Virgem Maria.
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Constelação de Virgem |
Astrea, a virgem celeste, foi a última dos imortais a viver com os homens durante a Idade de Ouro, uma das cinco Idades ou Eras do Homem, abandonando-nos na Idade de Prata, quando Pandora libertou os males de sua urna e os homens se deterioraram com a impiedade (desrespeito para com os deuses), sendo exterminados por Zeus no Dilúvio Ogigiano (que foi anterior ao Dilúvio de Deucalião). Fugindo da nova malignidade humana, ela ascendeu ao céu e se tornou a constelação de Virgem. A vizinha constelação de Libra reflete sua associação simbólica com Dice/Justitia.
A humanidade da Idade de Ouro, criada pelo titã Prometeu, era inteiramente masculina, pois ainda não havia o elemento feminino entre os homens. O mito grego da criação do homem é a mais antiga menção de uma sociedade exclusivamente masculina no mundo, conforme registrado na Teogonia do século 8 AEC de Hesíodo. Para punir Prometeu por seu truque em Mecone, em que Prometeu enganou Zeus a escolher uma pilha de ossos e gordura em vez de uma só de carne em um sacrifício (levando ao costume grego antigo de sacrificar aos deuses essa parte não-consumível enquanto as pessoas comeriam a carne), Zeus escondeu o fogo dos homens, mas Prometeu conseguiu roubá-lo de volta e devolvê-lo à humanidade — ou, como soaria melhor, homenidade. Isso enfureceu ainda mais Zeus, que enviou a primeira mulher, Pandora, para viver com a humanidade. Hesíodo escreve: "Dela é a raça das mulheres e a espécie feminina: dela é a raça mortal e a tribo de mulheres que vivem entre os homens mortais para seu grande problema, não auxiliando na pobreza odiosa, mas apenas na riqueza". Como se pode ver, para o grande Hesíodo homens e mulheres são duas raças distintas.
De acordo com a lenda, Astrea retornará um dia para a Terra, trazendo com ela o retorno da utópica Idade de Ouro da qual ela era a embaixadora.
Virgindade na Grécia e em Roma
A virgindade era frequentemente considerada uma virtude que denota pureza e autocontrole físico e é uma característica importante na mitologia grega. Na literatura grega antiga, como os hinos homéricos, há referências às deusas virgens Ártemis, Atena e Héstia, proclamando promessas de virgindade eterna (grego: parthenia); inclusive, o mais famoso templo grego antigo, o Pártenon (Parthenon), significa "Templo da Virgem" por ser a casa de Atena Parthenos (Atena Virgem) na acrópole da cidade de Atenas.
No entanto, tem sido argumentado que o estado de parthenia de uma donzela (grego: parthénos, "virgem, moça donzela"), conforme invocado por essas divindades, carrega um significado ligeiramente diferente do que normalmente é entendido como virgindade nas religiões ocidentais modernas. Em vez disso, a parthenia focava-se mais no casamento e em conceitos abstratos sem requisitos físicos estritos que seriam afetados adversamente, mas não totalmente abandonados, pelas relações sexuais antes do casamento. Por essas razões, outras deusas não eternamente comprometidas com a parthenia nos hinos homéricos são capazes de renová-la através de rituais (como Hera) ou escolher uma aparência que implica a sua posse (como Afrodite).
Os Mirmidões de Aquiles vieram do amor casto de Atena por outra mulher
De acordo com a lenda, Astrea retornará um dia para a Terra, trazendo com ela o retorno da utópica Idade de Ouro da qual ela era a embaixadora.
Virgindade na Grécia e em Roma
A virgindade era frequentemente considerada uma virtude que denota pureza e autocontrole físico e é uma característica importante na mitologia grega. Na literatura grega antiga, como os hinos homéricos, há referências às deusas virgens Ártemis, Atena e Héstia, proclamando promessas de virgindade eterna (grego: parthenia); inclusive, o mais famoso templo grego antigo, o Pártenon (Parthenon), significa "Templo da Virgem" por ser a casa de Atena Parthenos (Atena Virgem) na acrópole da cidade de Atenas.
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O Pártenon de Atenas, de Iktinos e Callicrates (séc. 5 AEC) |
Os Mirmidões de Aquiles vieram do amor casto de Atena por outra mulher
Na Antiguidade virgindade nem sempre era sinônimo de pureza afetivo-sexual, e no caso de Palas Atena, que recusou aceitar qualquer homem em sua vida e era considerada a mais masculina das deusas do Olimpo, em pelo menos um único caso ela se apaixonou e foi por uma mulher, chamada Mirmex (Myrmex, "formiga"), um mito praticamente desconhecido e pouco divulgado e que tem ligação com os super-machos heróicos conhecidos como mirmidões.
Mirmex foi uma donzela ática que Atena amou por sua castidade e inteligência. Quando a deusa inventou o arado, sua amada orgulhosamente fingiu ter sido ela a fazer a descoberta, e por isso foi transformada por Atena em uma formiga, condenada a passar toda a sua existência dedicada ao trabalho árduo. Mais tarde, foi de uma população de formigas que Zeus criou os mirmidões (Myrmidones, nome também derivado de myrmex), uma raça de homens que povoou a inabitada ilha de Egina, governada por seu filho Éaco. Quando o Rei Éaco exilou seu filho Peleu para a Ftia na Tessália, um grupo de mirmidões o seguiu, e, quando o filho de Peleu, o valoroso Aquiles, partiu para a Guerra de Troia, levou consigo um contingente de valentes soldados mirmidões, conhecidos por sua destreza militar e sua extrema lealdade ao seu líder.
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Aquiles e os Mirmidões, do filme Troy (2004) |
Historicamente, e nos tempos modernos, a virgindade feminina tem sido considerada mais significativa do que a virgindade masculina; a percepção de que a proeza sexual é fundamental para a masculinidade diminuiu a expectativa da virgindade masculina sem diminuir o status social. Por exemplo, em algumas culturas islâmicas, mulheres solteiras que foram sexualmente ativas ou estupradas podem estar sujeitas a xingamentos, rejeição ou vergonha familiar, enquanto homens solteiros que perderam a virgindade não são, embora o sexo antes do casamento seja proibido no Alcorão em relação a homens e mulheres. Entre vários países ou culturas, espera-se ou encoraja-se que os homens queiram se envolver em atividade sexual e ter mais experiência sexual. Não seguir esses padrões muitas vezes leva a provocações e outras ridicularizações de seus colegas do sexo masculino. Um estudo de 2003 do Instituto Guttmacher mostrou que, nos países pesquisados, a maioria dos homens já teve relações sexuais aos 20 anos.
A sexualidade masculina é vista como algo inato e competitivo e exibe um conjunto diferente de valores e estigmas culturais da sexualidade feminina e da virgindade. Em um estudo, descobriu-se que a virgindade masculina é entendida como real pela sociedade, mas era ignorada pelos estudos sociológicos. Dentro das culturas britânica e estadunidense em particular, a virgindade masculina tem sido objeto de constrangimento e ridículo em filmes como Summer of '42, American Pie, The Inbetweeners Movie e The 40-Year-Old Virgin, com o homem virgem sendo tipicamente apresentado como socialmente inepto. Tais atitudes resultaram em alguns homens manterem seu status de virgem em segredo.
* Hipólito
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Hipólito e Fedra, de Georges Barbier (1922) |
* Hermafrodito
Hermafrodito é filho de Hermes e Afrodite. Mais conhecido por possuir uma natureza andrógina (metade homem e metade mulher), originalmente Hermafrodito era um deus masculino que, até ser estuprado e depois transformado num homem-mulher, era um adolescente ainda inocente sobre o amor. E em mais um caso de desrespeito à virgindade masculina, a ninfa Salmácis, vendo o lindo jovem deus de 15 anos banhar-se nu em um lago, não se conteve e o agarrou à força, abusando seu corpo puro, rogando aos deuses que jamais os separassem, apesar de Hermafrodito rejeitá-la. Como resultado do estupro, eles foram unidos em um ser de dois sexos por toda a eternidade — absolutamente contra a vontade de Hermafrodito.
* Narciso
O belíssimo jovem caçador da Beócia atraía tantos pretendentes, masculinos e femininos, que ele desprezava o amor de tanto que o atormentavam. Os seus pretendentes mais célebres foram a ninfa Eco, que definhou de tristeza ao ser rejeitada por ele até que apenas sobrasse a sua voz, e um dos companheiros de Narciso, Amínias, que, rudemente rejeitado, amaldiçoou o amado antes de tirar a própria vida. No fim a maldição se cumpriu, e Narciso se apaixonou pelo único que ele não poderia ter: ele mesmo. Uma versão diz que ele definhou até morrer admirando-se num espelho d'água, outra conta que ele se matou com a espada. Os gregos antigos não gostavam muito de rapazes que preferiam ficar sozinhos, pelo visto.
* Troilo
Quinto de Esmirna conta que o príncipe troiano Troilo está condenado pelo Destino e que sua morte simboliza a queda de Tróia. Neste caso, não há dúvida de que Troilo entrou na batalha conscientemente, pois a armadura de Troilo é um dos presentes funerários após a morte de Aquiles. Quinto enfatiza repetidamente a juventude de Troilo: ele é imberbe, virgem de noiva, infantil, bonito, o mais divino de todos os filhos de Hécuba, rainha de Troia. No entanto, ele foi atraído pelo Destino para a guerra quando não conhecia o medo e foi abatido pela lança de Aquiles, que se apaixonara pela sua beleza, mas fora repelido, assim como uma flor que não deu semente é morta pelo jardineiro.
* Hades
Entre os três grandes deuses do Olimpo (Zeus, Hades e Poseidon), apenas Hades permanecia distante do poder do amor por preferir a quietude do seu reino no mundo inferior, região detestada por Afrodite. Contudo a deusa desejava expandir o seu império, que já compreendia o céu (Zeus) e o mar (Poseidon), ao mesmo tempo que se sentia indignada por duas de suas irmãs, Ártemis e Atena, sempre terem afastado sua influência, planejando que não ocorresse o mesmo com Perséfone, que também escolhera a virgindade. Então Afrodite ordenou seu filho Eros que flechasse o peito de Hades para que ele se apaixonasse por Perséfone e a levasse consigo para o reino inferior, o que foi mais uma grande conquista para o império de amor de Afrodite. Contudo, entre os deuses olímpicos masculinos, apenas Hades não teve um amante do mesmo sexo, segundo as minhas pesquisas até este momento.
Vesta, as Virgens Vestais e o Falo
Nos tempos romanos, as Virgens Vestais eram as sacerdotisas de Vesta, altamente respeitadas e estritamente celibatárias (embora não necessariamente virgens) e guardiãs do fogo sagrado de Vesta. As vestais eram comprometidas com o sacerdócio antes da puberdade (entre 6 e 10 anos) e juravam celibato por um período de 30 anos. Considerava-se que a castidade das vestais tinha influência direta na saúde do estado romano. Permitir que o fogo sagrado de Vesta se apague, sugerindo que a deusa havia retirado sua proteção da cidade, era uma ofensa grave e passível de punição por açoites. Como se pensava que a castidade de uma vestal estivesse diretamente correlacionada com a queima sagrada do fogo, se o fogo fosse extinto poderia-se supor que uma vestal tivesse sido impura. A penalidade para uma virgem vestal que tenha tido relações sexuais enquanto estava no cargo era ser enterrada viva.
Mitos que descrevem Vesta e suas sacerdotisas são poucos e limitam-se a histórias de gravidez milagrosa por um falo aparecendo nas chamas da lareira — a manifestação da deusa. Retratada como uma divindade moderada que nunca se envolve nos problemas de outros deuses, Vesta às vezes é ambígua devido à sua contraditória associação com o falo. Ela é a personificação da Mãe Fálica: ela não é apenas a mais virgem e pura de todos os deuses, mas é tratada como mãe e concededora de fertilidade. Diferente da maioria dos deuses, Vesta dificilmente é retratada diretamente; no entanto, ela é simbolizada por sua chama, por um bastão de fogo e um falo ritual (o fascinus).
Enquanto Vesta é a própria chama, o símbolo do falo pode estar relacionado à função de Vesta nos cultos de fertilidade, mas talvez o falo também tenha invocado a deusa devido à sua relação com o bastão de fogo usado para acender a chama sagrada. Ela às vezes é vista como uma personificação do bastão de fogo, inserido em um pedaço de madeira oco e girado — de maneira fálica/sexual — para acender sua chama.
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Vesta com uma serpente e o bastão, símbolos fálicos, de Raffaele Fabretti (1683) |
Enquanto Vesta é a própria chama, o símbolo do falo pode estar relacionado à função de Vesta nos cultos de fertilidade, mas talvez o falo também tenha invocado a deusa devido à sua relação com o bastão de fogo usado para acender a chama sagrada. Ela às vezes é vista como uma personificação do bastão de fogo, inserido em um pedaço de madeira oco e girado — de maneira fálica/sexual — para acender sua chama.
Impropriedade de Priapo
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Priapus e Lótis, gravura de Giovanni Battista Palumba, c. 1510 (note o pênis ereto do deus) |
Ovídio diz que o burro foi adornado com colares de pedaços de pão em memória do evento. Em outros lugares, ele diz que os burros eram homenageados em 9 de junho durante a Vestalia em agradecimento pelos serviços prestados nas padarias.
Nascimento de Rômulo e Remo
Plutarco, em sua "Vida de Rômulo", contou uma variação do nascimento de Rômulo e Remo, os lendários fundadores de Roma: nesta versão, quando Tarquétio (Tarchetius) era o rei de Alba Longa, um falo fantasma apareceu em sua lareira. O rei visitou um oráculo de Tétis em Etrusca, que lhe disse que uma virgem devia ter relações sexuais com esse falo. Tarchetius instruiu uma de suas filhas a fazê-lo, mas ela se recusou e enviou uma criada em seu lugar. Irritado, o rei planejou executá-la; no entanto, Vesta apareceu para ele durante o sono e o proibiu.
Concepção de Sérvio Túlio
Dionísio de Halicarnasso conta uma história local sobre o nascimento do rei Sérvio Túlio. Nele, um falo se ergueu da lareira de Vesta, no palácio de Numa, e Ocresia foi a primeira a vê-lo. Ela imediatamente informou o rei e a rainha. O rei Tarquínio, ao ouvir isso, ficou surpreso; mas Tanaquil, cujo conhecimento de adivinhação era bem conhecido, disse a ele que era uma bênção que um nascimento pelo falo da lareira e uma mulher mortal produzisse descendentes superiores.
O rei então escolheu Ocresia para ter relações sexuais com o falo, pois ela o viu primeiro. Nesse momento o deus Vulcano (equivalente ao grego Hefesto), ou a divindade tutelar da casa, apareceu para ela. Depois de ele desaparecer, ela concebeu e deu à luz Túlio (Tullius). Esta história de seu nascimento poderia ser baseada em seu nome, pois Servius eufemisticamente significava "filho de servo(a)", porque sua mãe era uma criada.
Mercúrio, regente de Virgem
Muito já foi falado da androfilia envolvendo o planeta Mercúrio no artigo Androfilia Zodiacal: Gêmeos. Então corram pra lá para ler os mitos de amor masculino associados ao deus Hermes-Mercúrio.
E aí, gostaram das curiosidades? Quando eu comecei a pesquisa pensei que não encontraria muito material que pudesse relacionar à Androfilia Sagrada (ainda que, em alguns casos, indiretamente), mas me equivoquei. Espero que tenham gostado, e aguardem o próximo artigo da série Androfilia Zodiacal, dessa vez sobre Libra!
Nascimento de Rômulo e Remo
Plutarco, em sua "Vida de Rômulo", contou uma variação do nascimento de Rômulo e Remo, os lendários fundadores de Roma: nesta versão, quando Tarquétio (Tarchetius) era o rei de Alba Longa, um falo fantasma apareceu em sua lareira. O rei visitou um oráculo de Tétis em Etrusca, que lhe disse que uma virgem devia ter relações sexuais com esse falo. Tarchetius instruiu uma de suas filhas a fazê-lo, mas ela se recusou e enviou uma criada em seu lugar. Irritado, o rei planejou executá-la; no entanto, Vesta apareceu para ele durante o sono e o proibiu.
Concepção de Sérvio Túlio
Dionísio de Halicarnasso conta uma história local sobre o nascimento do rei Sérvio Túlio. Nele, um falo se ergueu da lareira de Vesta, no palácio de Numa, e Ocresia foi a primeira a vê-lo. Ela imediatamente informou o rei e a rainha. O rei Tarquínio, ao ouvir isso, ficou surpreso; mas Tanaquil, cujo conhecimento de adivinhação era bem conhecido, disse a ele que era uma bênção que um nascimento pelo falo da lareira e uma mulher mortal produzisse descendentes superiores.
O rei então escolheu Ocresia para ter relações sexuais com o falo, pois ela o viu primeiro. Nesse momento o deus Vulcano (equivalente ao grego Hefesto), ou a divindade tutelar da casa, apareceu para ela. Depois de ele desaparecer, ela concebeu e deu à luz Túlio (Tullius). Esta história de seu nascimento poderia ser baseada em seu nome, pois Servius eufemisticamente significava "filho de servo(a)", porque sua mãe era uma criada.
Mercúrio, regente de Virgem
Muito já foi falado da androfilia envolvendo o planeta Mercúrio no artigo Androfilia Zodiacal: Gêmeos. Então corram pra lá para ler os mitos de amor masculino associados ao deus Hermes-Mercúrio.
E aí, gostaram das curiosidades? Quando eu comecei a pesquisa pensei que não encontraria muito material que pudesse relacionar à Androfilia Sagrada (ainda que, em alguns casos, indiretamente), mas me equivoquei. Espero que tenham gostado, e aguardem o próximo artigo da série Androfilia Zodiacal, dessa vez sobre Libra!
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