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Hermafrodito e Salmácis, de Jean Francois de Troy (séc. 18) |
Um deus, em resposta à oração da ninfa, fundiu suas duas formas e transformou-os em um ser metade homem e metade mulher, absolutamente contra a vontade de Hermafrodito, que, tomado de ódio, amaldiçoou a lagoa em que fora estuprado. Hermafrodito é um dos Erotes, os belos deuses alados do amor e do sexo.
Por ser filho de Hermes e, consequentemente, bisneto do titã Atlas, às vezes ele é chamado de Atlantíades ou Atlântio (Atlantius). O pai de Hermafrodito, Hermes, também é chamado de atlantíada, porque sua mãe, Maia, é filha de Atlas.
O nome de Hermafrodito é a base para a palavra "hermafrodita". O seu mito é uma advertência contra a afeminação em homens e a luxúria em mulheres.
Por ser filho de Hermes e, consequentemente, bisneto do titã Atlas, às vezes ele é chamado de Atlantíades ou Atlântio (Atlantius). O pai de Hermafrodito, Hermes, também é chamado de atlantíada, porque sua mãe, Maia, é filha de Atlas.
O nome de Hermafrodito é a base para a palavra "hermafrodita". O seu mito é uma advertência contra a afeminação em homens e a luxúria em mulheres.
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Hermafrodito Adormecido, Louvre, Paris (autor e século desconhecidos) |
Hermafrodito, filho duo-sexuado de Afrodite e Hermes, tinha sido um símbolo de androginia ou efeminação e era retratado na arte greco-romana como uma figura feminina com genitais masculinos.
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Hermafrodito como um dos Erotes numa pintura em cerâmica. A lebre representa desejo sexual. |
O nome de Hermafrodito, como dito, é derivado dos seus pais Hermes e Afrodite. Todos os três deuses figuram largamente entre figuras eróticas e da fertilidade, e todos possuem conotações sexuais distintas. Às vezes Hermafrodito é referido como Afrodito. O deus fálico Priapo é filho de Hermes em algumas versões, bem como o jovem deus do desejo, Eros, é filho de Hermes e Afrodite segundo algumas fontes.
Mitologia
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Hermafrodito e Salmácis, de Giovanni Antonio Pellegrini (séc. 18) |
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Hermafrodito e Salmácis, de Francesco Albani (séc. 17) |
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Hilas e uma Ninfa, ou Hermafrodito e Salmácis (Escola Francesa) |
Diodoro Sículo, em seu trabalho Biblioteca da História, menciona que alguns dizem que Hermafrodito é um deus e aparece em determinados momentos entre os homens, mas há alguns que declaram que tais criaturas de dois sexos são monstruosidades e raramente vêm ao mundo, tendo a qualidade de pressagiar o futuro, às vezes para o mal e, por vezes, para o bem.
Culto e adoração
Os vestígios mais antigos do culto no mundo grego encontram-se em Chipre. Aqui, de acordo com o autor romano Macróbio (Saturnália), havia uma estátua barbada de uma Afrodite masculina, chamada Afrodito por Aristófanes. Filócoro, em seu Atthis, também identifica esta divindade, em cujos sacrifícios homens e mulheres trocavam de roupa, como a Lua muda no céu (não à toa, Platão identifica a Lua como progenitora dos homens e mulheres que amam o sexo oposto em seu Simpósio, enquanto o Sol é o pai dos homens que amam homens e a Terra é a mãe das mulheres que amam mulheres). Uma placa de terracota do século 7 AEC retratando Afrodito foi encontrada em Perachora (Grécia continental), que sugere ser um culto arcaico.
A deificação e as origens do culto de seres hermafroditas derivam de religiões orientais, onde a natureza hermafrodita expressava a ideia de um ser primitivo que reunia ambos os sexos. Este duplo sexo também é atribuído a Dioniso e Priapo — a união em um ser dos dois princípios da geração e da concepção —, denotando fertilização extensiva e poderes produtivos.
Esta Afrodite Cípria masculina é o mesmo Hermafrodito de mais tarde, o que significa, simplesmente, que é Afrodito sob a forma de uma herma e primeiro ocorre em Os Caráteres de Teofrasto. Após a sua introdução em Atenas (provavelmente no século 5 AEC), a importância desta divindade parece ter diminuído. Ele já não aparece como objeto de um culto especial, mas limitado à homenagem de certas seitas, expressada por ritos supersticiosos de significado obscuro.
O autor Alcifrão menciona que havia em Atenas um templo de Hermafrodito. A passagem propõe que ele pode ser considerado como a divindade que presidia sobre as pessoas casadas; a união estrita entre marido e esposa sendo apropriadamente representada por uma divindade, que era masculina e feminina inseparavelmente misturada.
Culto e adoração
Os vestígios mais antigos do culto no mundo grego encontram-se em Chipre. Aqui, de acordo com o autor romano Macróbio (Saturnália), havia uma estátua barbada de uma Afrodite masculina, chamada Afrodito por Aristófanes. Filócoro, em seu Atthis, também identifica esta divindade, em cujos sacrifícios homens e mulheres trocavam de roupa, como a Lua muda no céu (não à toa, Platão identifica a Lua como progenitora dos homens e mulheres que amam o sexo oposto em seu Simpósio, enquanto o Sol é o pai dos homens que amam homens e a Terra é a mãe das mulheres que amam mulheres). Uma placa de terracota do século 7 AEC retratando Afrodito foi encontrada em Perachora (Grécia continental), que sugere ser um culto arcaico.
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Hermafrodito, arte helenística |
Esta Afrodite Cípria masculina é o mesmo Hermafrodito de mais tarde, o que significa, simplesmente, que é Afrodito sob a forma de uma herma e primeiro ocorre em Os Caráteres de Teofrasto. Após a sua introdução em Atenas (provavelmente no século 5 AEC), a importância desta divindade parece ter diminuído. Ele já não aparece como objeto de um culto especial, mas limitado à homenagem de certas seitas, expressada por ritos supersticiosos de significado obscuro.
O autor Alcifrão menciona que havia em Atenas um templo de Hermafrodito. A passagem propõe que ele pode ser considerado como a divindade que presidia sobre as pessoas casadas; a união estrita entre marido e esposa sendo apropriadamente representada por uma divindade, que era masculina e feminina inseparavelmente misturada.
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Hermafrodito e Salmácis, de Jean-Auguste Dominique Ingres (séc. 19) |
Literatura
As primeiras menções a Hermafrodito na literatura grega é pelo filósofo Teofrasto (século 3 AEC), em seu livro Os Caráteres, XVI O Homem Supersticioso, no qual ele retrata vários tipos de pessoas excêntricas.
A primeira menção de Hermes e Afrodite como pais de Hermafrodito foi pelo historiador grego Diodoro Sículo (século 1 AEC), em seu livro Biblioteca da História, livro IV, onde ele também conta que Hermafrodito já teria nascido parte homem e parte mulher:
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Sátiro e Hermafrodito (século 2 EC) |
Hermafrodito, como ele tem sido chamado, que nasceu de Hermes e Afrodite e recebeu um nome que é uma combinação dos de seus pais. Alguns dizem que este Hermafrodito é um deus e aparece em determinados momentos entre os homens, e que ele nasceu com um corpo físico que é uma combinação do de um homem e do de uma mulher, em que ele tem um corpo que é bonito e delicado como o de uma mulher, mas tem a qualidade masculina e o vigor de um homem. Mas há alguns que declaram que tais criaturas de dois sexos são monstruosidades, e raramente vêm ao mundo, tendo a qualidade de pressagiar o futuro, às vezes para o mal e, por vezes, para o bem.
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Sileno e Hermafrodito (de pênis ereto) com uma bacante. Afresco de Pompeia (século 1 EC) |
Uma interpretação da história em um epílio (poesia épica), publicado anonimamente em 1602, foi mais tarde (em 1640) atribuída por alguns a Francis Beaumont.
Na Antologia Palatina (do ano 980), há uma referência a uma escultura de Hermafrodito que foi colocada em um banho público aberto para ambos os sexos. Nela existe uma passagem em forma de diálogo, baseada no diálogo entre Hermafrodito e Sileno. O deus Sileno, padrasto de Dioniso, afirma que ele teve relações sexuais com Hermafrodito três vezes. Hermafrodito reclama e objeta o fato invocando Hermes em juramento, enquanto Sileno invoca Pan em prol da confiabilidade de suas alegações.
Fonte
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Hermafrodito Adormecido (século II), Museo Palazzo Massimo Alle Terme, parte do Museu Nacional de Roma |
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